LXXXVIII Exposição do Acervo FIEO - Recortes

 

De 20 de março a 22 de abril de 2017 o UNIFIEO apresentará a LXXXVIII Exposição do Acervo FIEO - Recortes

 

Evento: LXXXVIII Exposição do Acervo FIEO - Recortes 

Data: De 20 de março a 22 de abril de 2017
Segunda a sexta-feira das 9h às 22h e aos sábados das 9h às 12h

Local: UNIFIEO – Centro Universitário FIEO
Salão de Exposições – Bl. Branco – Campus Vila Yara
Av. Franz Voegeli, 300 – Vl. Yara – Osasco / SP

Entrada Gratuita

 

 

Recortes de um acervo

 

Artista: BUSTAMANTE SÁ, Ruben
Nome da obra: 
Mosteiro
Técnica: 
Óleo sobre Tela
Medida: 
60 x 50 cm

 

Esta exposição, preparada especialmente para os que acabam de ingressar no UNIFIEO, apresenta uma seleção representativa de pinturas de vários temas e estilos pertencentes ao Acervo de Arte da Instituição.

Iniciado em 1969 por uma generosa doação do pintor Armando Sendín, o referido acervo, hoje integrado por quase 1800 pinturas, esculturas, desenhos e gravuras de artistas nacionais ou, se estrangeiros, radicados no Brasil, não nasceu de um capricho, nem muito menos para enfeitar paredes, mas sim como precioso equipamento educativo complementar, desempenhando a tal respeito papel idêntico ao da biblioteca. Sua finalidade foi, é e será sempre didática: já explicamos porque.

Todos nós, por vocação profissional impelidos a optar por determinada área do conhecimento humano em detrimento de qualquer outra, somos levados a ignorar praticamente tudo quanto não lhe diga respeito: assim, os que escolheram as Ciências Exatas poderão passar o resto da vida apegados, em matéria de Humanas, às mesmas noções rudimentares aprendidas na escola – e vice-versa. O fato é que a um paleontologista pouco se dá que a música polifônica tenha surgido em Flandres ou na Guatemala, do mesmo modo como um compositor não terá o mínimo interesse em saber porque o mar é salgado, ou quando os dinossauros desapareceram, se há 65 milhões, ou “só” a 65 mil anos.

Mais ainda: nos países ocidentais, costuma-se conceder enorme importância ao aprimoramento intelectual, com pouco espaço deixado à sensibilidade, o que não ocorre em países como o Japão por exemplo, onde o racional e o sensível recebem idêntica atenção e se desenvolvem passo a passo. Essa também a verdadeira missão de uma universidade, onde saberes e emoções devem cruzar-se e se completar.

Por conseguinte, você que visita esta exposição, olhe com carinho e sem pressa cada obra: porque Arte não é passatempo, fuga ou diversão, mas das maiores realizações do espírito humano.

José Roberto Teixeira Leite
Curador